Onde Pedalar sofre pressão por censura
A força do "mercado" da bike mostrou toda sua força hoje. Por termos publicado as opções do cidadão brasileiro ao comprar no Paraguai, empresas brasileiras que preferem a não concorrência mostraram sua força.
Semana passada estive no Paraguai e me assustei com a diferença do preço de alguns componentes. Fiz a matéria que esta no site e desde então algumas pessoas com medo da concorrência me enviaram emails que respondi poderadamente.
Hoje para minha surpresa recebo um email acusando o Onde Pedalar de “estar prestando um desserviço ao mercado” e agora o email abaixo da Revista Bicicleta, com o qual tínhamos um acordo comercial, simplesmente pondo fim ao relacionamento. Provavelmente os anunciantes da Revista se fizeram sentir. Como somos independentes, eles não podem fazer o mesmo com o Onde Pedalar.
Tudo isso não passa de um censura por força econômica. O OP não incentiva nenhuma forma de ilegalidade e na matéria em questão, todos os comparativos foram feitos com a aplicação do imposto de importação aplicado a viajantes que é de 50%. Eu não vou inferir no porque da brutal diferença de preços mesmo com os impostos aplicados, pois não tenho informações confirmadas sobre o mercado brasileiro para fazê-lo.
Espero que vocês leitores, que são o foco e para quem o OP trabalha, tirem suas conclusões e vejam como é o mercado da bike no Brasil.
O OP continuará independente e agora mais crítico ainda sobre assuntos relacionados ao que o tal “mercado” quer enfiar goela abaixo dos ciclistas sem contestações.
Quanto a Revista Bicicleta, ela começou diferente, ganhou a simpatia de algumas pessoas e até mesmo de mim, mas pelo que vemos nas últimas edições, os assuntos se voltaram ao que os anunciantes querem que ela publique.
Eu venho de um jornalismo independente, já prestei serviços para as principais revistas brasileiras, entre elas, Veja, Época, Carta Capital, Exame, Você S.A; e sei que uma veículo forte é aquele que esta do lado dos leitores e não a serviço dos anunciantes. E assim continuará o OndePedalar.com.
Gostaríamos de saber sua opinião se em publicar a matéria sobre compras legais no Paraguai estamos prestando um desserviço aos ciclistas. Caso tenha algo a dizer a quem esta tentando censurar o OP, os respectivos emails estão abaixo.
Emails recebidos:
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hide details 1:15 PM (1 hour ago)
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Por favor, retire tudo o que tens da Revista Bicicleta em teu site.
Fiquei mto surpreso com a matéria abaixo sobre comprar peças no Paraguai.
Sei que não estás incentivando a ilegalidade, etc.
Mas foge dos princípios de nossa revista que incentiva a compra no Brasil afim de fortalecer o mercado interno e proporcionar o consumo com um preço e concorrência justos.
E isso não é possível com a diferença de 30% por ex...O mesmo se dá como que vem da China...
Além do mais, Paraguai tem uma conotação negativa qdo se trata de mercado...
Por favor, Marcelo, não me entenda mal, não estou dizendo que que estás incentivando algo ilegal - longe disso.
A questão é que queremos fortalecer o mercado interno e enfraquecer o dumping.
Temos recebido e-mails de nossos leitores que ficaram indignados qdo viram a revista num site que incentiva comprar peças no Paraguai.
Por favor, Marcelo, retire nossa revista de seu site !
Atenciosamente,
Elcio
Revista Bicicleta
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hide details 5:53 PM (20 hours ago)
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Sua matéria é no minimo interessante pra quem "vive" do mercado Brasileiro como seu site por exemplo, é legal acordarmos cedo, pedalarmos até nosso trabalho, batalharmos pelo nosso espaço e derrepente alguém ensina o "caminho das pedras" aos nossos clientes brasileiros e isso afeta um pouco o mercado por todos os lados.
Se eu enviar o link de sua matéria pra um terço dos contatos de loja no Brasil e outro terço de distribuidores será que alguém vai anunciar em seu site?
Abraço e parabéns pela matéria!!!
PS. enviei para a Aliança bike, talvez eles curtam a matéria!!!
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Porém, o que interessa ao consumidor é preço e suporte. O preço domina, logicamente. Ainda mais se tratando de equipamentos com qualidade comprovada.
Isto vale para o mercado tecnológico e para o da bike.
Só que os anunciantes e a revista te pegaram "prá cristo" de forma completamente precipitada e equivocada.
Com tanta força que este mercado acabou de demonstrar, deveriam tomar ações deste tipo CONTRA O GOVERNO. Este sim é o verdadeiro culpado!
A conta é simples! Menos imposto se traduz em menores preços! Se o imposto baixa, e eles mantiverem a mesma margem, o preço do produto será reduzido. Consequentemente o produto será mais competitivo e absorverá uma fatia maior do mercado. Resultado: mais lucro para quem vende.
Sem querer discriminar, mas esta lógica, até um vendedor ambulante sabe e se vale dela com resultado positivo.
Portanto, esse mercado da bike além de forte é extremamente burro!!!
Marcelo, o que você fez foi uma prestação de serviço ao consumidor que merece saber que os produtos vendidos no Brasil poderiam custar menos. Basta esta "força" ser direcionada para o lado correto!
Parabéns pelo serviço e pelo site.
Rafael Salomão
Recomendo o site http://www.chainreactioncycles.com a todos ciclistas que conheço, pois é onde sempre compro com valores ate 50% menores que no Brasil o único inconveniente é a demora na entrega de 15 a 40 dias...mais vale a pena esperar, mesmo com os impostos de importação.
Att
Dejair
Isso por acaso é segredo? Somente esses maus comerciantes pensam assim. Não acreditam na liberdade de informação.
Estão querendo carimbar a expressão "ilegalidade" na sua matéria, ainda que por processo reverso ("em momento algum dizemos que você está incentivando a ilegalidade"), o que é ridículo e reafirma a expressão "birra de criança" ao começo do texto.
Da ilegalidade sua matéria passa longe. Ela traz informações LEGAIS em todos os sentidos, que deveriam ser disseminadas não só entre os leitores da Onde Pedalar como a todos os ciclistas, bicicleteiros, bikers de todo o Brasil.
Por fim, concordo com sua opinião, o proprietário da Miami Bike parece estar fazendo um favor ao atender os clientes. Não só ele como todos os demais funcionários, especialmente aquele paraguaio que nem ao menos sabe informar o que há ou não em estoque.
Me lembra muito esses lojistas indignados com a revelação do "caminho das pedras".
David Huang daeve.huang@gmail.com
Olha só como os posicionamentos são perigosos... Já fazem umas tres semanas que comprei todos os numeros (1 ao 5) da revista bicicleta, se este impasse tivesse acontecido antes, não teria comprado as revistas... que coisa não...
Acho que no post “Compensa comprar peças de bikes no Paraguai” devia ter pelo menos um parágrafo enfatizando as altas taxas tributárias que pagamos no Brasil, o que em tese “justifica” a alta dos valores de mercadorias e serviços, não só em relação a peças de bicicletas, mas como bens essenciais como alimentos, vestuários, combustíveis e etc.
Quanto ao post atual e o referido e-mail “A” acho que não houve “censura”. Pelo que eu entendi foi uma quebra de um acordo comercial unilateralmente.
Em relação também ao e-mail “A” eu digo que fortalecer o mercado interno não significa necessariamente se fechar ao mercado externo, e sim brigar com o governo com a finalidade de baixar os impostos e as altas taxas de juros – o ex-vice presidente José Alencar morreu dizendo isso.
Alguém lembra do Plano Marshall?
Parece que querem acabar com o Dumping fortalecendo o Truste...
Ora meus caros, se fossemos depender só do mercado interno (levando em consideração ao que o Brasil investe em educação) não estaríamos nem tendo esse conversa por computador e via internet...
Não estou aqui defendendo nem o OP e nem seus eventuais parceiros, o que acho que existiu foi uma falta de entendimento de ambas as partes em relação a um texto/fato que em minha modesta opinião poderia ter sido “melhor desenvolvido/explicado” – e isso gerou uma “repercussão negativa”.
Oswald de Andrade tem um texto que diz: “O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus”. Se ele fosse escrever o texto hoje ele diria: “O Brasil é uma República Federativa cheia de analfabetos funcionais e gente dizendo adeus”.
A atitude da Revista Bicicleta é difícil de se discutir pois ela usou do artifício da concorrência barata e próxima ao Brasil como um afronte ao seu modo de trabalhar que é focado no mercado nacional. Confesso que não li a revista ainda, mas gostaria de quem as leu, me diga se eles só falam do marcado nacional ou se fazem propaganda de produtos lá de fora (EUA, ZONA DO EURO) ou até mesmo incentiva a viagens para fora do Brasil, que a meu ver seriam uma propaganda não para o âmbito nacional. Então até que eu saiba quanto a isso não discutirei a decisão da Revista.
Segundo ponto: citando um trecho da matéria do Marcelo: “Em Foz, a cota de isenção por pessoa para cada trinta dias é de 300 dólares. Acima desse valor é necessário pagar o imposto na Aduana Brasileira e na hora. O processo nacionaliza o produto e o documento passa a valer como nota fiscal."
Está mais do que claro que na matéria não se tem o incentivo a ilegalidade, qualquer um que pense e lê um pouco percebe isso.
Como foi dito em um dos comentários, "ouve uma quebra de um acordo comercial unilateral". Concordo e discordo ao mesmo tempo. Mas como disse inicialmente, gostaria de saber quanto às matérias e produtos vinculados a revistas se elas só valorizam mesmo o mercado nacional, e SÓ.
Por último, parabenizo Julio Melo pelo final do comentário onde diz: "o que acho que existiu foi uma falta de entendimento de ambas as partes em relação a um texto/fato que em minha modesta opinião poderia ter sido “melhor desenvolvido/explicado” – e isso gerou uma “repercussão negativa”"
Creio que poderiam relevar a situação, e respeitar o profissional de cada um. OndePedalar não é um site somente sobre bikes, mas sobre o mundo das bikes, e escrita por um Jornalista. Por favor, relevem isso e resolvam de forma mais civilizada e decente.
Um abraço.
Leandro J. Ramos
Abraços,
Lorenzini
P.S.: já comuniquei aos editores que nāo vou renovar minha assinatura da Revista Bicicleta
Já retirei do Meus Favoritos o Link da Revista Bicicleta..
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